segunda-feira, novembro 28, 2005

Continua-se a meter água

Neste país continua-se a tomar decisões judiciais dignas dum qualquer Estado terceiro mundista. Ao fim de mais de 4 anos (só 4 anos) 6 pessoas vão responder em Tribunal pela queda de ponte de Entre-os-Rios. Depois de terem sido constituídos 29 arguidos numa fase de inquérito só foi possível apurar que aquela queda deu-se, no melhor das hipoteses, por factos que devem ser imputados a estes 6 individuos: 4 técnicos da antiga JAE e 2 funcionários da empresa responsável pela vistoria sub-aquática. Até aqui tudo muito giro mas há uma questão que me chama a atenção: então nenhuma destas entidades, JAE e essa tal empresa, ou quaisquer outras que na altura foram arguidos (p.e. areeiros) é responsável? Onde ficam as suas responsabilidades contratuais e civis? Só os funcionários é que pagam?

Não é que eu esteja à espera que um qualquer administrador dessas empresas vá preso por estes factos mas seria relevante, para efeitos de uma eventual indemnização aos lesados, que alguém que lucre com estas actividades e que por força disso têm uma maior capacidade económica, pudesse responder por este acidente.

Isto faz lembrar o caso da criança que, há uns anos, foi electrocutada por ter carregado num botão de um semáforo em Lisboa e quem foi a julgamento foi o coitado electricista da empresa que fazia a manutenção do mesmo. Os anos passaram e as mesmas decisões ridículas continuam a ser tomadas.


quinta-feira, novembro 24, 2005

Alguém quer um T3?

quarta-feira, novembro 23, 2005

Duvido

Mário Soares diz que se Cavaco for eleito Presidente da República, ele (Soares) não vai conseguir dormir descansado.

Duvido.

quinta-feira, novembro 17, 2005

O poeta sem medo


Manuel Alegre, agora, compara-se a Humberto Delgado e ambiciona ter, no país, o impacto que o General "sem medo" teve nos idos anos 50. Desejo boa sorte ao poeta e aconselho a ter cuidado com as relações que mantém com a secretária e, em circunstância alguma, vá para Espanha.

terça-feira, novembro 15, 2005

Para refletir

Eu até não sou um grande do homem (por motivo que não vou explicar agora sob pena de me acusarem de difamação), mas Eduardo Prado Coelho escreveu uma crónica no Público que não resisto a transcrever (tenham paciência e leiam-na na integra):

"A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!
"

Uma vitória para a blogosfera

O Tribunal Judicial da Comarca de Alcobaça proferiu uma sentença que nos deve dar a todos um motivo de alegria. Para mais quando o processo da Casa Pia tem passado por tantas "vergonhas processuais" (erros, fugas de informação, etc.) seria lamentável que, mais uma vez, o elo partisse pelo lado mais fraco.

Não partiu, e ainda bem.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Soares afinal é de direita

Ao demonstrar a sua vasta e infindável sabedoria, Mário Soares,ontem e perante uma plateia de estudantes fez questão de distinguir a esquerda da direita.

Ao fazê-lo disse algo assim: os primeiros são aqueles que agem em prol dos outros, da sociedade, e os segundos são aqueles agem em benefício próprio e da sua familia.

Com esta elementar definição,e ao fim de tantos anos, só agora é que percebi que Mário Soares é um homem de direita.

segunda-feira, novembro 07, 2005

A violência alastra






Como tenho postado pouco ainda não tinha opinado sobre a violência urbana que eclodiu em França. Ao saber que surgiram focos de violência análoga em paises vizinhos como a Bélgica e a Alemanha, é inevitável que, também, eu venha mandar as minhas larachas sobre o assunto.

Ao contrário daqueles que advogam que este problema só se resolve por via do diálogo e da compreensão, eu julgo que só existe um modo de soluccionar esta questão rapidamente: pela força. Indivíduos que se dedicam à prática destes actos, e que ao contrário do que muitos dizem, são efectivamente "escumalha", só conhecem uma linguagem e essa é a da força.

Se não se tomam medidas objectivas que combatam, de imediato, estes agitadores corremos o risco de os cidadãos que vêem as suas propriedade serem afectadas tomarem as armas e tentar fazer justiça com as próprias mãos, criando cenários de próximos da guerra civil.

Ao Estado cabe a responsabilidade de fazer cumprir a lei e a ordem, defendendo os direitos dos seus cidadãos. De outro modo há a anarquia.

domingo, outubro 30, 2005

Corrigindo asneiras

"Esta candidatura não se apresenta contra ninguém, é um projecto próprio."
Manuel Alegre

sábado, outubro 29, 2005

quinta-feira, outubro 20, 2005

09/10/2005 - A verdadeira história

8h00 - Abrem as urnas
8h01 - Santana Lopes vota vindo directamente da noite
8h15 - Soares acorda e não sabe que dia é.
8h16 - Soares vai à casa de banho e perde-se no corredor
8h30 - Sócrates vota e comenta para o "amigo" que hoje vai ser um grande dia
8h32 - Maria Barroso descobre Soares na cozinha e leva-o para a cama
8h45 - Carrilho acorda e telefona à Barbara para se juntarem para irem votar
9h00 - Zezinha entra na missa antes de ir votar
9h35 - Santana Lopes deita-se
11h00 - É colocado um banco à frente da mesa de voto nº 2 da secção de voto 54.
11h01 - Marques Mendes vota na mesa n.º 2 da secção 54.
11h02 - É retirado o banco
11h30 - Jerónimo de Sousa chega à sede do PCP onde começa a ouvir cassetes de músicas revolucionárias
11h45 - Louçã fuma o segundo charro do dia e já se está a borrifar para os resultados
12h00 - Soares consegue finalmente se levantar e veste-se para ir votar
12h05 - Maria Barroso volta a vestir Soares para lhe colocar as calças direitas
12h30 - Soares Junior vota e telefona ao pai a pedir ajuda
13h00 - Seara vai votar aproveitando o intervalo do jogo da manhã na sport tv
13h00 - Soares chega ao local de voto
13h05 - Soares adormece na fila para votar
13h06 - Soares acorda e não sabe onde está
13h10 - Soares vota mas não sabe onde pos a cruzinha
13h15 - A caminho de casa Maria Barroso vê uma cruz desenhada na mão de Soares
15h00 - Carrilho vota mas não cumprimenta o presidente da mesa
15h30 - Carmona vota e mostra-se confiante perante os outros dois candidatos homens e as duas mulheres.
15h31 - Sá Fernandes vota e reafirma-se homem
15h32 - Ruben de Carvalho mostra com orgulho a sua masculinidade num voto poderoso
15h33 - Zezinha sai da missa e vai votar e diz não conhecer nenhum Carmona
15h34 - Carrilho não se pronuncia e fecha-se no quarto a brincar com uma Barbie já antiga
17h00 - Louçã vota e manda uma marrada na porta de tão charrado que está. Começa a rir-se do ocorrido.
17h15 - Soares adormece
19h00 - Carmona ganha Lisboa
19h01 - Seara arrasa em Sintra
19h02 - Rio esmaga no Porto
19h30 - Soares acorda e telefona ao filho a dar-lhe os parabens
19h31 - Maria Barroso mete Soares na cama e pede-lhe para dormir
20h00 - Carrilho discursa não assumindo a derrota e acusando Carmona de ser mau
20h30 - Socrates esconde-se numa sala no largo do Rato e faz beicinho
20h45 - Jorge Coelho culpa a direita fascista
21h30 - Mudam as pilhas ao Jeronimo de Sousa
21h31 - Jeronimo de Sousa faz um discurso de vitória e exulta frases de 1917
22h00 - Carmona abre uma gafarra de whisky mas esconde-a de Sá Fernandes e de Miguel Portas
22h30 - Avelino Ferreira Torres foge para o Marco mas como não conhece a cidade perde-se e acaba aos pontapés aos caixotes do lixo
22h45 - Em Gondomar o Major explode com a vitória e quer bater em tudo e todos
23h00 - Fátima Felgueiras distribui pelouros por alguns presos e mete uma muda de roupa num saco azul em caso de ter de sair, só cabe uma muda de roupa porque o saco está cheio
23h10 - Soares acorda e comemora a vitória como Presidente. Maria Barroso mete-o na cama e dá-lhe dois comprimidos
23h15 - Barbara manda Carrilho para a cama sem jantar e tira-lhe o Ken durante uma semana por castigo
23h30 - João Soares chora em Sintra e prepara candidatura a uma Junta na margem sul
00h00 - Zezinha é eleita e comemora com um chá e umas torradas
00h01 - Soares adormece sem perceber o que aconteceu
00h02 - Santana Lopes acorda e vai para a noite

quarta-feira, outubro 12, 2005

O voo do Açor

Discreto e humilde são dois dos adjectivos que melhor caracterizam Pauleta ao serviço do nosso futebol. Sem ser uma figura mediática, ao contrário de outros jogadores, o Açor cometeu hoje a proeza do ultrapassar o Rei Eusébio na lista dos melhores marcadores da nossa selecção. Isto não faz dele melhor jogador que o Eusébio (outros tempos, outros futebóis), mas garante-lhe, seguramente, um lugar de destaque junto dos melhores avançados portugueses de todos os tempos.

Por estes 42 golos, obrigado Pauleta. Pelos outros que ainda estão por vir, eu agradecerei em tempo.

segunda-feira, outubro 10, 2005

A noite das eleições

Vencedores: PSD, CDU e respectivos lideres;
Vencidos: PS (especialmente Jorge Coelho) que piora o péssimo resultado de 2001;
Maiores surpresas: Santarém e Faro;
Melhores discursos: Marques Mendes e José Socrates;
Pior discurso: Manuel Maria Carrilho;
Discurso mais digno: João Soares (para variar);
Discurso menos digno: Avelino Ferreira Torres;
Discurso mais ridículo: Fátima Felgueiras;
Discurso mais parvo: Valentim Loureiro;
Melhor analista: Ricardo Costa (SIC Noticias);
Pior analista: Fernando Rosas (RTP1)

Prémio Especial "Momento das Eleições": Mário Soares. Para quem dúvida que ele está senil, basta vê-lo, em pleno dia de eleições, a apelar ao voto no seu filho.

Momento Ortográfico: nova palavra para o dicionário de lingua portuguesa e que é sinónimo de burros - "felgueirenses".

sexta-feira, outubro 07, 2005

Finalmente acabou

Já era altura de acabar com esta campanha eleitoral. Apesar do período oficial não ser muito longo, quando este é somado ao período de pré-campanha isto fica extenuante. Com a agravante de estarmos perante eleições autárquicas onde o nível politico tende a ser muito mais mesquinho que o normal.

Acabaram as caravanas de campanha (não sei se lhes devo gabar a pachorra ou chamar-lhes nomes), as palhaçadas dos panfletos anónimos (com a variante de hoje terem surgido panfletos de campanha falsos), os candidatos que fazem promessas que extravasam, e muito, as suas competências, os apitos e os sacos plásticos, as visitas às praças, já não volto a ver o Carrilho e a Bárbara a fazerem um "comboio" numa festa popular com o mesmo à vontade com que um elefante está numa loja de cristais, deixarei, pelo menos diáriamente, de ouvir o pensamento demagógico e pseudo-cómico do Louçã mais os seus trocadilhos, nem as barbariedades dos 1.º Ministro que diz que em Portugal não existe muita agitação social (comparado com o Iraque, claro). Deixarei, também, de ver tantos criminosos (alguns dos quais condenados) a terem tanto tempo de antena nos nossos telejornais, situação essa que nos colocava ao mesmo nível que o famoso programa de televisão norte-americano "Cops".

Finalmente tudo isto acabou. Pelo menos até às próximas eleições.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Triste figura

É triste ver um clube tão grande com técnicos e dirigentes tão pequenos.
E esta é a cara mais inteligente que ele consegue fazer.

terça-feira, setembro 27, 2005

Assim é mais fácil.

Como cidadão não percebo as politicas deste Governo.

A educação sexual nas escolas é um tabu que, como qualquer tabu que se preze, deve ser adiado no tempo e deixado em banho-maria para se irem criando expectativas e nada mais que isso.
O planeamento familiar é um conceito formal sem qualquer resultado prático, especialmente junto dos mais jovens (aqueles que deveriam ser o seu grande alvo).
A prática do aborto (dentro de determinados parâmetros) é para liberalizar o mais rapidamente possível.
Agora o Ministério da Saúde pondera retirar a comparticipação das pílulas anticoncepcionais.

Estas omissões e acções não deveriam estar, de uma forma lógica e sustentada, interligadas? É impressão minha ou tudo isto não passa de medidas avulsas e estanques para português ver? É que governar assim é muito mais fácil.

Armas

Mais uma pessoa foi morta devido a um tiro de caçadeira. Por acaso era um candidato autarquico de 36 anos e o motivo foi um diferendo sobre a obstrução de um lugar de estacionamento.

Não vou falar do acto em si ou do que o originou, mas sim da arma do crime. Uma arma que pela sua natureza, muito provavelmente estaria legalizada para a caça. As autoridades competentes têm de aumentar, e muito, os níveis de exigência para emitirem licenças para uso de armas de fogo. Não basta olhar para uns papeis, ver o registo criminal limpo, receber o dinheiro e já está. Os distúrbios de foro psicológico, social ou outros não vêm escritos na nossa documentação. Já bastam as armas ilegais que por ai andam.

A ele ninguém o cala

O poeta avançou para Belém e eu acho muito bem. Desde a 1.ª hora que ele se tinha disponibilizado para este confronto e, enquanto não lhes foi inconveniente, o próprio PS admitia dar-lhe o seu apoio. Depois foi o que se viu: facada do PS, facada do Soares e parecia que o candidato antes de o ser já não o era. Mas como a ele ninguém o cala, ai está Manuel Alegre como candidato à Presidência da República mesmo sem o apoio do partido do qual é membro prestigiado.

Eu acho muito bem. Não vou votar nele, nem gosto muito dele mas acho muito bem. Só tenho pena na apresentação da sua candidatura tenha manifestado os seus objectivos pela negativa, ou seja, é candidato não em prol de algo mas contra Cavaco Silva. Mas como já ouvi alguém dizer: se só existissem estes candidatos já assumidos, provavelmente votava Alegre.

sábado, setembro 24, 2005

Grande vergonha

Antes de mais tenho de dizer que pensei intitular este post de "Pouca Vergonha" mas depois pensei melhor e mudei de ideias. Isto não foi uma "pouca vergonha" mas sim uma "grande vergonha".

A começar com o circo mediático do regresso de Fátima Felgueiras, passando pela sua libertação (não esqueçamos que lhe foi aplicada a medida de coacção de TIR, a mesma que se aplica a um qualquer carteirista, e a proibição de sair do país - como se ela tivesse algum problema em o fazer). Esta foi a decisão da justiça e da qual eu me envergonho como cidadão. Para finalizar, a dita cuja é candidata autarquica e, por incrível que pareça, já está à frente nas sondagens.

Realmente, um povo desta natureza não merece mais que uma justiça assim. Quem vota, hoje, naquela mulher será um digno cidadão da famosa República das Bananas, ou seja, terá o cérebro igual ao de um macaco.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Sempre a "bombar"

Depois de pedida a devida autorização a Bárbara Guimarães, Manuel Maria Carrilho vai passar 24 horas acordado a cicular pela cidade de Lisboa para, diz ele, aferir das várias realidades existentes na mesma.

A iniciativa chama-se "24 horas ao ritmo da cidade" e, apropriadamente ou não, terá inicio no Bairro do Rego. Espero que a seguir não tenha a ideia de ir para o Parque Eduardo VII.